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Chicago, United States

domingo, 3 de abril de 2011

Exagero Existencial




Não venho me limitar,


só quero me descrever.


Sou o pequeno e o grande;


sou o enfermo e o são.


Poderia ser palhaço...


sou apenas engraçado;


queria ser poeta,


mas a vida não deixou.


Sou um feto esquecido,


um homem decidido;


minha maior paixão


é uma doce ilusão.


Meus momentos reais


sempre são muito iguais.


Sou o mistério calado...


o dos olhos molhados


no escuro do quarto!


Tenho o riso perdido


e o amor ressecado.


Não sou tão querido,


mas sou muito amado.


Sou o vento da casa,


a poeira no ar...


sou o marruá enclausurado,


e não me deixo levar...



Queria poder voar;


queria poder sonhar...


Tendo sonhos frustrados,


queria poder planejar!


Será que posso?


Pois sou a estática mental,


o estático olhar...


sou O ser surreal,


um exagero existencial.



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