É sempre assim
do começo ao fim
que a vida cega a gente.
É complicado,
completamente inenarrável
ser da vida um descrente.
As ilusões parecem florescer
mais do que as realidades.
É desta forma albatroz
que a gente perde a liberdade.
Somos como negros forros,
felizes... completamente alegres
vivendo a alforria no tronco dos terrores.
O cadafalso está à nossa frente,
talvez esteja lá a liberdade
das dores e dos desamores...
a liberdade dos sabores
singulares amargores da realidade.
O ar já não é para todos
e a vida...
a longa vida é para poucos.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Inexatidão
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